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seletividade alimentar (distúrbio alimentar pediátrico - dap)

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O Distúrbio Alimentar Pediátrico (DAP) é definido como a ingestão oral prejudicada de nutrientes, inapropriada para a idade, com duração de pelo menos duas semanas e associada a disfunções em um ou mais domínios: médico, nutricional, de habilidades alimentares e/ou psicossocial. (CFFa, 2022; Goday et al., 2019)

Diferente de uma fase passageira de "neofobia" (medo do novo), o DAP impacta a saúde e o bem-estar da criança e da família. O fonoaudiólogo atua para garantir que a alimentação seja um processo seguro, eficiente e, acima de tudo, prazeroso.

Crianças com seletividade alimentar geralmente só aceitam alimentos conhecidos, podendo restringir seu consumo a alimentos de uma marca específica, determinado tamanho, cor, textura e formato.

A seletividade alimentar não passa ou se cura sozinha! Crianças que apresentam dificuldades alimentares precisam de tratamento especializado de modo a superar essas dificuldades e ter uma alimentação variada e equilibrada.

Como as dificuldades alimentares são classificadas?

De acordo com o Consenso Internacional e as Diretrizes do CFFa, o DAP é classificado através de quatro domínios que se conectam:

  1. Domínio Médico: Envolve condições que causam dor ou desconforto ao comer, como refluxo (DRGE), alergias alimentares (APLV), problemas cardiorrespiratórios ou alterações anatômicas.

  2. Domínio Nutricional: Caracteriza-se pela ingestão restrita de nutrientes, levando à desnutrição, deficiências específicas ou dependência de suplementos e vias alternativas (sondas).

  3. Domínio das Habilidades Alimentares: Refere-se à dificuldade motora e sensorial. A criança pode não saber como mastigar, ter reflexo de náusea (gag) aumentado ou risco de aspiração (alimento ir para o pulmão).

  4. Domínio Psicossocial: Inclui comportamentos de esquiva e medo, dificuldades na relação entre a criança e o cuidador durante as refeições e impacto no convívio social.

Como é a terapia fonoaudiológica no DAP?

A terapia baseia-se nas diretrizes de Habilidades e Competências do Conselho Federal. O fonoaudiólogo não "obriga a criança a comer", mas trabalha para que ela desenvolva prontidão física e emocional. O foco terapêutico inclui:

  • Adequação das Funções Orais: Treino de força, coordenação e ritmo de sucção, mastigação e deglutição.

  • Gerenciamento Sensorial: Exposição gradual e respeitosa a diferentes texturas, cheiros e sabores, reduzindo a hipersensibilidade orofacial.

  • Segurança e Proteção das Vias Aéreas: Garantir que a criança consiga engolir sem engasgos ou riscos à saúde pulmonar.

  • Apoio ao Aleitamento e Transição Alimentar: Auxílio na introdução de sólidos e na evolução de consistências (do pastoso para os pedaços).

  • Orientações à Família: Acolhimento e capacitação dos pais para que o momento da refeição deixe de ser um campo de batalha e se torne um momento de conexão.

Considerando que o ato de comer envolve complexas funções motoras orais e proteção das vias aéreas, o Fonoaudiólogo é o profissional capacitado para diagnosticar e tratar as disfunções de habilidades alimentares dentro da equipe multidisciplinar.

​​comer é complexo e difícil!

Lembre-se comer é complexo e difícil! Existem cerca de 25 etapas necessárias para que a criança possa comer. Cada etapa necessita de um conjunto de habilidades e desenvolvimento motor oral e sensorial. São pré-requisitos para que acriança possa comer! A criança precisa tolerar ver o alimento, depois interagir com ele, cheirá-lo, tocá-lo, prová-lo até aceitar comê-lo!

Se a sua criança apresenta alguma dificuldade alimentar, entre em contato com a fonoaudióloga Alessandra para agendar uma sessão!

Referências Bibliográficas

  • Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). Diretrizes sobre a Atuação Fonoaudiológica nos Distúrbios Alimentares Pediátricos. Brasília, 2022.

  • Goday, P. S. et al. Pediatric Feeding Disorder: Consensus Definition and Conceptual Framework. Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition, 2019.

  • Junqueira, P. Dificuldades Alimentares na Infância: Perspectiva Fonoaudiológica. São Paulo: Agora, 2017.

  • ASHA (American Speech-Language-Hearing Association). Pediatric Feeding and Swallowing. 2021.

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ÁREAS DE ATUAÇÃO

Avaliação e terapia aquisição e desenvolvimento da fala e da linguagem

Trocas de fonemas (letras) na fala

Gagueira infantil

Rouquidão (voz)

Motricidade orofacial

Terapia para Interposição lingual

Avaliação e Terapia para Transtornos motores de fala

Terapia pra Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC)

Implementação da CAA (Comunicação Aumentativa e Alternativa)

Dificuldades alimentares / Distúrbio Alimentar Pediátrico (DAP)

Teste da Linguinha e avaliação das funções orais do bebê

Avaliação das habilidades motoras orais do bebê na Introdução alimentar

A Dra. Alessandra não atende crianças com autismo

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