Introdução Alimentar: Por que o Fonoaudiólogo é o melhor aliado do seu bebê?
- Alessandra Santos

- 22 de jan.
- 3 min de leitura

A introdução alimentar, que geralmente começa aos 6 meses, é muito mais do que "nutrição". Para o bebê, comer é uma atividade motora complexa que exige a coordenação de vários músculos da face, da língua e da respiração. É, literalmente, uma "academia para a boca" que prepara o terreno para a fala futura.
Veja como o fonoaudiólogo atua nesse processo:
1. Avaliação da prontidão motora e sensorial
Antes mesmo da primeira colherada, o fonoaudiólogo avalia se o bebê está pronto. Isso inclui:
Postura: O bebê consegue ficar sentado com o mínimo de apoio? (Essencial para uma deglutição segura).
Reflexos: O reflexo de protrusão da língua (empurrar tudo para fora) já diminuiu?
Sensorialidade: Como o bebê reage ao toque perto da boca? Ele explora objetos com as mãos e os leva à boca?
2. Segurança: Diferenciando o "Gag" do engasgo
Este é o maior medo dos pais. O fonoaudiólogo ensina a família a identificar o Reflexo de Gag (aquele "ânsia" que o bebê faz quando o alimento toca o fundo da língua).
O Gag é protetor: É o corpo aprendendo a manejar o alimento.
O Engasgo é emergência: Bloqueio das vias aéreas. Saber a diferença traz paz de espírito para os pais permitirem que o bebê explore alimentos sólidos (como no método BLW).
3. Desenvolvimento das funções orofaciais
Para falar bem no futuro, o bebê precisa aprender a:
Lateralizar a língua: Mover o alimento de um lado para o outro para mastigar.
Vedamento labial: Fechar os lábios para tirar a comida da colher ou manter o alimento na boca.
Mastigação: Mesmo sem dentes, o bebê usa as gengivas para triturar. O fonoaudiólogo orienta a evolução das texturas (do amassado para o pedaço) para estimular essa musculatura.
4. Intervenção na seletividade ou recusa alimentar
Alguns bebês apresentam uma sensibilidade muito alta a certas texturas (como pedaços no meio do purê) ou temperaturas. Se o bebê chora, fecha a boca ou vomita com frequência ao ver a comida, pode haver uma disfunção sensorial. O fonoaudiólogo trabalha a dessensibilização para que o comer não seja um trauma.
Sinais de que você precisa de um fonoaudiólogo na IA:
Se você observar algum destes sinais, uma consultoria pode ser fundamental:
O bebê engasga com frequência (fica roxo ou perde o fôlego).
Cofre ou lacrimeja enquanto come.
Tem muita dificuldade em aceitar texturas que não sejam líquidas ou muito lisas.
Não consegue levar o alimento à boca ou não faz movimentos de mastigação.
A introdução alimentar está sendo um momento de grande estresse para a família.
Conclusão: Comer é aprender!
A introdução alimentar guiada por um fonoaudiólogo garante que o bebê desenvolva as habilidades necessárias para ser um comedor competente e, futuramente, um bom falante. É investir na saúde, na autonomia e no desenvolvimento orofacial desde cedo.
Está prestes a começar a introdução alimentar ou está tendo dificuldades? Agende uma consultoria e vamos garantir que esse processo seja leve e seguro para você e seu bebê!
Este conteúdo foi produzido com base nas diretrizes do Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 Anos do Ministério da Saúde e em evidências científicas da Motricidade Orofacial brasileira (Marchesan, I.Q; Junqueira, P.).
Caso o seu bebê apresente dificuldades na IA entre em contato conosco e agende a sessão para avaliarmos as habilidades motoras orais do seu bebê
Alessandra Santos Fonoaudióloga Infantil
CRFa 3-11455-5 Atendimento em Curitiba




